12.14.09
Passei
Semana passada recebi uma excelente notícia: fui aceito no Programa de Pós-Graduação em História da PUC-SP. Matriculei-me na 5ª feira e no ano que vem começo a pesquisa de doutorado.
Ainda aguardo resultados de solicitação de bolsa Capes, e fatalmente terei de abrir mão de pelo menos uma das minhas atividades atuais. Esse período de revista, aulas e elaboração de projeto foi um pânico, até por isso tenho atualizado muito pouco, quase nada , o blog.
Voltando à pesquisa, estou montando um website com tema, documentação, encaminhamentos e tudo mais que puder postar sem infringir direitos autorais para, quem sabe, conseguir colaborações de outros pesquisadores, trocar figurinhas. Em breve divulgarei endereço e tudo mais.
Por enquanto, vai apenas o título do projeto: “A ditadura continuada: o estabelecimento da hegemonia empresarial no Brasil (1978-1988).
12.12.09
Onde estão os 653?
Pois bem, 653 é o número de jornalistas sindicalizados e habilitados a votar que elegeram a atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
Há algumas semanas, quando tinha em mãos uma proposta ruim do sindicato patronal para reajuste nos jornais e revistas da capital, a diretoria foi a algumas redações pedir opinião de todos. Ou aprova ou vai para dissídio. Não queriam nenhum dos dois ônus políticos: nem o dissídio, nem a aprovação em assembleia esvaziada para receber futuros questionamentos.
Na última quinta-feira, um email foi encaminhado para os associados comparecerem a uma assembleia na sexta para aprovar uma nova proposta orçamentária. O objetivo, aumentar a mensalidade em 20 e 25% na capital e no interior, respectivamente.
Obviamente que a proposta foi aprovada. Claro que quase ninguém foi. A diretoria anunciou o resultado no seu sítio, mas não deu número de presentes, votos contra, a favor, tudo numa reunião marcada às pressas e às escuras.
Você é um dos 653? Parabéns! Muita inteligência. Lembre-se disso antes de apurar uma denúncia, investigar um político com ações obscuras e outras coisas. Coerência começa em casa.
12.10.09
Impresso x internet
Quem trabalha prar veículo impresso sente na pele o peso do imediatismo da Internet. Ontem fui a um evento, a pauta é interessante, mas por causa do tempo de produção a matérias sairá apenas na edição de fevereiro. Dois sites deram a notícia no mesmo dia (9/12)
Não tem jeito, ou os impressos se tornam mais aprofundados e se diferenciam pela capacidade de análise ou morrerão. Não é questão de concorrência desleal. Talvez esteja mais para concorrência com a mídia errada, pois espaço continuará havendo. Devem ser achadas soluções, tal qual na corrida da lebre contra a tartaruga.
11.18.09
A lógica DEM-Tucana no IPTU
O prefeito de Xão Paulo, Gilberto Kaxab, alegou que o aumento de até 60%, no ano que vem, do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) se deve a melhorias realizadas em determinadas regiões da cidade. Tem muita gente concordando, afinal, se a prefeitura prestou um bom serviço, melhorou infraestrutura, sistema viário, iluminação, coleta de lixo etc., deve cobrar por isso, mesmo que Xão Paulo não esteja lá uma Bruxelas…
À parte o absurdo do ato, pior é a lógica. Ora, se o governo de qualquer instância cobra imposto, não é para melhorias na cidade? Caso ofereça melhorias e aumente o imposto como se fosse cobrança de prestação de serviços, isso não é uso da coisa pública como iniciativa privada?
Essa é a lógica tucana e pefelista. Os governos são prestadores de serviços para consumidores, em vez de administradores da coisa pública para garantir direitos aos cidadãos. E assim ocorre com saúde, educação, transportes, habitação. Tudo nas mãos de empresários cada vez mais ricos, transformando a xidade de Xão Paulo num imenso mercado. Que se dane se isso polui, causa congestionamento, aumenta criminalidade, entulha seres humanos em espaços reduzidos. Tudo pelo mercado.
O PSDB e o PFL/DEM não raciocinam com o DIREITO SOCIAL do cidadão. Para eles tudo é SERVIÇO SOCIAL prestado a consumidores.
Nossa conta pelos maus serviços prestados só tende a aumentar. E ainda tem com muito alienado bem-informado pela revista semanal e pela emissora nacional concordando na boa…
Se isso ocorresse apenas com os eleitores do Kaxab eu estaria rindo, mas essa cegueira afeta a todos. Parabéns aos eleitores bem-informados.
11.14.09
Auf Wiedersiehn, Robert
Em setembro de 2007 tive a oportunidade de conhecer a cidade de Hanover, capital da Baixa Saxônia. Fui a uma feira de máquinas-ferramenta e, por falta de voos para Guarulhos, fiquei na cidade durante o final de semana.
No domingo aproveitei para conhecer o estádio da cidade, a AWD Arena, construída para a copa de 2006. No caminho para o campo fiquei impressionado com a paixão das pessoas pelo time local, o Hannover 96, carinhosamente chamado apenas de Sechsundneunzig, e pelo seu camisa 1.
Entrei na loja oficial do time para comprar uma camisa e já olhei para a do goleiro, que realmente era linda, toda preta, com detalhes em verde e vermelho. Não pensei duas vezes e acertei em cheio…
Na arquibancada havia um casal de idosos à direita. Mostrei a camiseta ao senhor, disse que era brasileiro e queria uma lembrança do futebol local. O homem ficou efusivamente feliz, disse que aquele era o melhor jogador do time, o único do 96 regularmente convocado para a seleção alemã.
Na partida o 96 foi miseravelmente derrotado pelo Leverkusen por 0×3, apresentando um futebol de cruzamentos na área muito irritante. Contudo, o tal camisa 1 fez alguns milagres que livraram o time da casa de uma humilhação maior.
O senhor ao lado quanto pediu desculpas pela vergonha que o time o fez passar. Eu sorri e disse que não me importava. A partir daquele momento era mais um torcedor do 96, garantindo, em pobre alemão, Ich bin ein new Sexhundneunzigsfan! E ainda completei minha excelente impressão sobre o arqueiro: Robert Enke ist sehr gut!
Virei fã do 96 e particularmente do Robert. Sempre que posso vejo os jogos do 96, torcendo para não cair, e acompanho as partidas da seleção alemã esperando uma justiça com o grande goleiro da Baixa Saxônia, coisa de torcedor.
Entre as camisas da minha coleção, a 1 de Enke é a que mais tenho cuidado, mais até do que algumas do meu São Paulo.
A depressão tirou a vida de Robert. Pediu desculpas à família e escolheu um trem para dar fim à própria vida. A página oficial do Hannover 96 tem uma homenagem ao goleiro que fez um torcedor para o Hannover no Brasil.
Danke schön Herr Enke. Auf Wiedersiehn Robert.
11.06.09
Cuidados com a leitura de blog
Há algum tempo comecei a ler um blog muito conhecido na Internet brasileira, um dos mais acessados do WordPress, chamado Blog do Paulinho. O autor acompanha o dia a dia do futebol, com denúncias incisivas, especialmente no que tange irregularidades em seu clube do coração, o Corinthians.
O espaço foi recomendado por muitos jornalistas sérios, o que despertou meu interesse. Com o tempo, o “sucesso” voltou-se contra o próprio blogueiro, que usa seu espaço para promover campanhas difamatórias contra pessoas como Vanderlei Luxemburgo, Milton Neves e, agora, seu mais novo desafeto, Paulo Henrique Amorin.
Não os conheço e não tenho o menor interesse de defendê-los em embates duais. Apenas julgo que ninguém deva ser perseguido, nem que seja um genocida. É princípio de respeito humano.
Conversando com amigos que cobrem esportes, alguns me chamaram a atenção para o fato de o Paulinho criticar apenas desafetos de Juca Kfouri e Antonio Roque Citadini. Navegando por outros blogs e páginas de jornalistas esportivos no twitter, o Paulinho é taxado como laranja do jornalista renomado e do ex-dirigente corintiano.
Atentando para isso e irritado com o denuncismo, parei de acompanhar e até removi o tal endereço dos links recomendados do meu quase nada visitado blog. Minha audiência é pequena, mas não quero que seja de ignorantes (prefiro ser da linha de Heráclito).
O modus operandi “jornalístico” do blogueiro me incomoda, e postei um comentário crítico após mais uma perseguição iniciada por ele, coincidentemente algumas horas depois do início do entreveiro público entre Paulo Henrique Amorin e Juca Kfouri. Paulinho, que persegue os outros como o paladino da correção e da democracia, não aprovou o comentário que reproduzo abaixo:
Caro Paulinho,
Comecei a ver seu blog porque foi indicado por alguns jornalistas esportivos sérios. Porém não consigo mais digerir esse espaço de campanhas difamatórias baseadas em mistos de fatos com factóides.
Estou gastando meu tempo agora com esse texto porque há muitas pessoas que não conhecem as técnicas respeitosas de apuração e redação jornalística, tampouco estão preocupadas com isso, e que simplesmente acreditam de primeira no que você publica.
Em alguns momentos fico imaginando como você faria no caso da Escola Base…
Paulinho, você tem milhões de acessos. Seja um pouco mais responsável e vá aprender apurar e expor as informações com respeito às pessoas que você aborda, por favor.
Quem não concorda com você não é necessariamente mau caráter ou um câncer mundial da incoerência. Se alguém joga baralho, perde o próprio dinheiro, falta ao trabalho, dorme no expediente, dá dízimo para a Renascer ou trabalha para a Universal e entrevista o bispo é problema deles e respectivos empregadores e familiares. Ou somente as suas condutas e opiniões valem no mundo? O resto é um mal a ser estirpado? Qual é a solução, montar campos de extermínio ou gulaks? Simplesmente difamar seus desafetos e pessoas com quem você não vai com a cara é o caminho? Polemizar em cima de pessoas notoriamente muito mais conhecidas do que você resultando em uma fatal autopromoção é o caminho do seu “jornalismo”? É com esse repertório que você se sente apto a dizer orgulhoso que é bom jornalista sem precisar de diploma?
Pois digo que você poderia ter diploma de Navarra com mil pós-graduações e pós-doutorados no MIT que esse trabalho jamais pode ser considerado jornalismo. Se você tem uma denúncia, apure todos os fatos e denuncie de forma clara. Pare com essa prática de todo dia colocar uma foto de seus desafetos, um fato ou factóide novo e fechar com insinuações do tipo “muito estranho” ou “agora as coisas começam a se encaixar”. Isso não é coragem, é especulação, é calúnia, é invasão de privacidade. Perguntar numa coletiva não é mais do que a sua obrigação como jornalista. Os vídeos postados deveriam mostrar informações, não ilustrar que você participou de um evento e fez uma pergunta. Imagine um engenheiro enfatizando ao comprador de um apartamento que ele faz cálculos para projetar o prédio. Você moraria neste imóvel? O engenheiro tem credibilidade por saber resolver equações matemáticas? Essa não é a obrigação mínima de quem vai projetar uma construção? O que te levaria a acreditar que com a a notícia é diferente?
Quer fazer camapanha difamatória, assuma que está fazendo isso, assuma também as consequências do ato, mas não diga que é “jornalismo com credibilidade”. Sou jornalista, e como tal me sinto ofendido quando você faz essas atrocidades à informação se achando bastião da boa conduta.
O que você faz se chama sectarismo. O máximo que consegue, além de polemizar com pessoas que polemizam pela polêmica e pouco refletem é ser taxado como laranja de outro jornalista e de um ex-dirigente de futebol. Não cubro esportes, não acompanho de perto o jornalismo esportivo e percebi essa fama.
Tente não ser o perfeito, não ser um misto de fariseu com fascista. Tenho certeza de que você consegue.
11.04.09
Piando
Também entrei no tal Twitter (@fabaoventurini)
Sinceramente ainda não entendi para que serve esse negócio.
10.31.09
Inimigos leais
Excelente texto da Danuza Leão na Folha de São Paulo. Está correndo a Internet. Vanderlei Luxemburgo e Marcello Lima, claro, cada um querendo cutucar pessoas diferentes, republicaram em seus blogs.
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Volta e meia faz comentário sobre você, maldoso e irônico, mas não tão maldoso a ponto de chocar
Volta e meia faz comentário sobre você, maldoso e irônico, mas não tão maldoso a ponto de chocar.
Já que é inevitável ter inimigos, a coisa melhor do mundo é ter um de verdade: que te odeie com lealdade e sinceridade -sem nenhum fingimento.
Ele é capaz de falar mal de você em público sem ter, em momento algum, medo de que repitam o que ele disse. E também pode te dar um tiro ou uma facada, mas sem nunca te enganar – sempre numa boa.
Não é, positivamente, do tipo que diz “vou te contar uma coisa, mas não repita, fica só entre nós”.
Dele você pode esperar sempre o pior: que impeça que aquele negócio que estava planejando havia anos se realize, que diga àquela gata que está povoando seus sonhos que você é um cafajeste, que o dinheiro que você esbanja vem do tráfico de drogas -ou coisas ainda piores.
Sabendo do que ele é capaz, você pode sempre se defender – o que é mais fácil do que lidar com a hipocrisia.
Como guerra é guerra, nada que ele faça de ruim poderá surpreender – essa é a vantagem de ter um inimigo leal. Quando se encontram num restaurante, você já sabe que deve ficar alerta e se sentar de costas para a parede, como fazem os malandros.
Ele é capaz de seduzir sua filha menor, de contratar alguém para roubar seus documentos e de jurar sobre a Bíblia sagrada que viu você subornando um político.
Tudo faz parte, e quanto mais coisas ele fizer contra você, mais você aprende a se defender; como se aprende com um inimigo assim -ah, como se aprende.
Perigosos mesmo são os pseudoamigos, aqueles que te tratam bem e que volta e meia fazem um comentário sobre você – maldoso e irônico, mas não tão maldoso a ponto de chocar –, afinal, é apenas uma brincadeira, será que você perdeu o humor?
E aquele que passou anos construindo a imagem do bom caráter de carteirinha pode fazer você levar a vida inteira na dúvida, sem ter coragem de encarar a verdade: que se trata apenas de um crápula.
A tal da imagem ilude muita gente, que durante anos pensa que o personagem é defensor das boas causas, dos fracos e oprimidos, e sempre politicamente correto – faz parte do modelo, claro.
Incapaz de encarar uma briga de frente, ele não consegue nem ter inimigos, pois, como ser humano, não passa de uma fraude – e de um covarde.
Está sempre atrás de alguma vantagem – alguma pequena vantagem – e frequentemente comete traições – pequenas traições que dificilmente poderão ser comprovadas. E se alguém ousar acusá-lo de alguma coisa, sempre haverá alguém para defendê-lo – afinal, de uma pessoa com um passado tão correto, só um louco ousaria dizer alguma coisa.
Suas maldades e falhas de caráter nunca são grandiosas, porque nada nele é grandioso.
Suas maldades são pequenas, porque tudo o que ele faz é pequeno; pequeno como sua pessoa, como sua alma. Mas, às vezes, se tem que conviver com gente assim – como fazer?
Se for seu caso, não faça nenhum tipo de concessão.
Cometa um assassinato, internamente, e esqueça de que ele existe – mas esqueça mesmo. Mas atenção: é importante que ele saiba que você sabe perfeitamente quem ele é.
Fique cego quando passar por ele, e se alguém mencionar seu nome, não ouça; esqueça das mesquinharias de que é capaz um pobre ser humano.
E valorize seus inimigos, os bons. Eles estão sempre dispostos a liquidar com você, mas sempre com a maior lealdade.
Dele você pode esperar sempre o pior: que impeça que aquele negócio que estava planejando havia anos se realize, que diga àquela gata que está povoando seus sonhos que você é um cafajeste, que o dinheiro que você esbanja vem do tráfico de drogas – ou coisas ainda piores.
Sabendo do que ele é capaz, você pode sempre se defender – o que é mais fácil do que lidar com a hipocrisia.
Como guerra é guerra, nada que ele faça de ruim poderá surpreender – essa é a vantagem de ter um inimigo leal. Quando se encontram num restaurante, você já sabe que deve ficar alerta e se sentar de costas para a parede, como fazem os malandros.
Ele é capaz de seduzir sua filha menor, de contratar alguém para roubar seus documentos e de jurar sobre a Bíblia sagrada que viu você subornando um político.
Tudo faz parte, e quanto mais coisas ele fizer contra você, mais você aprende a se defender; como se aprende com um inimigo assim – ah, como se aprende.
Perigosos mesmo são os pseudoamigos, aqueles que te tratam bem e que volta e meia fazem um comentário sobre você – maldoso e irônico, mas não tão maldoso a ponto de chocar –, afinal, é apenas uma brincadeira, será que você perdeu o humor?
E aquele que passou anos construindo a imagem do bom caráter de carteirinha pode fazer você levar a vida inteira na dúvida, sem ter coragem de encarar a verdade: que se trata apenas de um crápula.
A tal da imagem ilude muita gente, que durante anos pensa que o personagem é defensor das boas causas, dos fracos e oprimidos, e sempre politicamente correto – faz parte do modelo, claro.
Incapaz de encarar uma briga de frente, ele não consegue nem ter inimigos, pois, como ser humano, não passa de uma fraude – e de um covarde.
Está sempre atrás de alguma vantagem – alguma pequena vantagem – e frequentemente comete traições – pequenas traições que dificilmente poderão ser comprovadas. E se alguém ousar acusá-lo de alguma coisa, sempre haverá alguém para defendê-lo – afinal, de uma pessoa com um passado tão correto, só um louco ousaria dizer alguma coisa.
Suas maldades e falhas de caráter nunca são grandiosas, porque nada nele é grandioso.
Suas maldades são pequenas, porque tudo o que ele faz é pequeno; pequeno como sua pessoa, como sua alma. Mas, às vezes, se tem que conviver com gente assim – como fazer?
Se for seu caso, não faça nenhum tipo de concessão.
Cometa um assassinato, internamente, e esqueça de que ele existe – mas esqueça mesmo. Mas atenção: é importante que ele saiba que você sabe perfeitamente quem ele é.
Fique cego quando passar por ele, e se alguém mencionar seu nome, não ouça; esqueça das mesquinharias de que é capaz um pobre ser humano.
10.30.09
Nova associação de jornalistas lança sítio
Criada este ano, a Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ) lançou a sua página oficial na Internet, no endereço www.abjornalistas.org. A página traz estatuto, contatos, estrutura organizacional e até um modelo de carteira de identidade de jornalista emitida pela entidade.
A ABJ, sediada em Brasília, bate de frente com a sindical Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em especial na polêmica de se exigir diploma específico de curso superior para exercer a profissão jornalismo.
Pode ser um sinal de ampliação da base da nova associação, com quase nenhuma representatividade nos Estados, mas o estatuto da ABJ não se diferencia muito do da Fenaj. Pelo contrário. É até é mais incompleto e dá poderes amplos à diretoria. O ponto de destacada evolução é prever que nenhum membro ou diretor receberá para exercer cargos, o que ocorre na estrutura “oficial” do lado da federação.
O importante é que a entidade propõe mudança da estrutura sindical e de associativismo da profissão. Esse será o campo de tensões entre Fenaj e ABJ, com posiçõesbastante polarizadas.
Como os coleguinhas quase nao adoram uma polarização, a tendência é que os jornalistas que não concordam com o sindicalismo capitalista da Fenaj e de mais de 20 dos seus sindicatos afiliados busquem alternativas.
Está apenas começando…
10.27.09
Futebol à parte, é estranho…rs
Hoje o treinador da seleção brasileira convocou os jogadores para dois jogos amistosos, contra Inglaterra e Omã.
Li uma manchete que dizia: “Dunga convoca Hulk para a seleção”.
O Coelhido da Páscoa deve ter ficado com ciúmes e fugiu com a Branca de Neve. O Wolverine entra na zaga.